O crescimento dos incentivos governamentais para a produção de biossimilares no Brasil, incluindo programas de transferência de tecnologia e facilitação de registros, torna fundamental que os laboratórios analíticos se preparem para atender às novas demandas do mercado. Desse modo, o Ministério da Saúde visa promover a autonomia nacional na produção de medicamentos, reduzir custos e aumentar o acesso da população a terapias inovadoras e de alta qualidade por meio desses incentivos.
Para concretizar essa visão, os laboratórios analíticos precisam garantir a total conformidade de suas operações com as boas práticas de laboratório (BPL). Assim sendo, isso implica não apenas na qualificação técnica da equipe e no uso de equipamentos avançados, mas também no cumprimento rigoroso dos padrões internacionais de qualidade e segurança.
Biossimilares são medicamentos altamente similares a medicamentos biológicos inovadores cujas patentes já expiraram. Os desenvolvedores os projetam para ter as mesmas propriedades físico-químicas, estruturais e biológicas, além de apresentar o mesmo perfil de segurança, eficácia e imunogenicidade que os medicamentos biológicos originais.
Ainda assim, apesar dessa semelhança, os biossimilares não são considerados genéricos. Essa distinção ocorre porque os medicamentos biológicos são mais complexos e células vivas os produzem, o que pode resultar em pequenas variações entre os lotes. Contudo, essas variações não afetam a segurança ou a eficácia dos biossimilares, que passam por rigorosos testes de comparabilidade antes de serem aprovados
Genéricos, por sua vez, são produzidos a partir de remédios convencionais de referência, que são substâncias sintéticas e com moléculas muito menores do que um produto de origem biológica. As empresas comercializam genéricos com o nome do princípio ativo do medicamento.
No entanto, tanto os biossimilares quanto os genéricos são versões de medicamentos originais, que diferem em alguns aspectos importantes:
Origem e Complexidade:
Processo de Produção:
Controle de Qualidade:
Outra categoria utilizada pela ANVISA são os “similares”, que são como os genéricos, só que comercializados com marca e nome fantasia
Por definição, a Norma Nº NIT-DICLA-035 do INMETRO define as “Boas Práticas de Laboratório (BPL)” como um sistema de qualidade que abrange o processo organizacional e as condições nas quais estudos não-clínicos de segurança à saúde e ao meio ambiente são planejados, desenvolvidos, monitorados, registrados, arquivados e relatados.
Ademais, ter um Laboratório regido pelas Boas Práticas de Laboratório confere qualidade ao seu processo, uma vez que os aspectos fundamentais de BPL abrangem:
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Referências:
Por Andrea Moreira
Por Iara Froelich
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